No universo dos procedimentos estéticos, como a harmonização facial, vejo surgir uma dúvida recorrente: como organizar as finanças, pagar menos impostos e manter tudo absolutamente regular no CNPJ? Com a explosão da demanda por harmonização, tanto em clínicas quanto em consultórios, notei que essas dúvidas se intensificaram. Trouxe neste guia tudo o que aprendi acompanhando profissionais e clínicas que buscam fazer escolhas inteligentes, sempre pela legalidade e pelo crescimento.
O crescimento da harmonização facial e a importância da formalização
Dados recentes me chamaram a atenção: o número de cirurgiões-dentistas especialistas em harmonização facial no Brasil saltou de 908 em 2021 para 4.012 em 2024, o que mostra um crescimento acima de 340% em apenas três anos. Isso reflete não só a valorização desse segmento, mas evidencia também o quanto se tornou fundamental estruturar a contabilidade de forma profissional.
Crescimento sem controle pode virar risco futuro.
Na Biank Contabilidade Digital, acompanhando esses movimentos de mercado, percebi que muitos profissionais ainda mantêm atividades no CPF ou iniciam o CNPJ da forma errada, o que resulta em tributação maior, dificuldade para expandir e risco de autuações.
Por que atuar como pessoa jurídica na harmonização facial?
Quando alguém me pergunta se vale mesmo a pena abrir empresa para atuar com harmonização facial, sempre levo em conta fatores práticos: economia fiscal, vantagem competitiva, facilidade para crescer e proteção patrimonial. E as respostas invariavelmente mostram que a formalização como Pessoa Jurídica é o melhor caminho.
- Redução da carga tributária: ao optar pelo CNPJ, o profissional consegue pagar menos impostos do que atuando como autônomo (Pessoa Física), onde o IRPF pode chegar a 27,5%.
- Possibilidade de contratar funcionários formalmente: em vez de pagar salários por fora, é possível estruturar legalmente uma equipe.
- Facilidade para emitir notas fiscais, conseguir crédito e firmar parcerias: muitos fornecedores e clientes só negociam com empresas legalizadas.
- Proteção patrimonial: com o negócio formalizado, bens pessoais ficam protegidos dos riscos da atividade.
Já vi inúmeros exemplos de profissionais que, após regularizarem sua situação como ME ou empresa, economizaram até 40% só com impostos, além de conquistarem mais autonomia e respeito no mercado.
Como abrir um CNPJ para harmonização facial?
Embora possa parecer complexo, o processo de abertura de empresa para procedimentos estéticos tornou-se mais ágil, principalmente com suporte especializado como oferecemos na Biank Contabilidade Digital. O passo a passo que geralmente indico segue esta ordem:
- Definir natureza jurídica adequada (geralmente EI, EIRELI ou Sociedade Limitada).
- Escolher o regime tributário, analisando faturamento e equipe prevista.
- Selecionar o CNAE correto para evitar riscos fiscais.
- Protocolar documentos na Junta Comercial e obter o CNPJ na Receita Federal.
- Pedir licenças municipais, sanitárias e de vigilância, se necessário.
No segmento de harmonização facial, é comum lidar com dúvidas em relação ao CNAE. O código de atividade recomendado varia conforme o profissional, sendo diferente para dentistas, biomédicos, farmacêuticos e médicos, mas normalmente gira em torno de:
- “86.30-5/01 – Serviços de estética”
- “86.10-1/01 – Atividades de atendimento em pronto-socorro e unidades hospitalares para atendimento a urgências” (quando envolve médicos)
- “86.90-9/01 – Atividades de profissionais da saúde não especificadas anteriormente”
A escolha correta do CNAE é vital. Já acompanhei casos em que o enquadramento errado levou a fiscalizações e multas, além de impedir o acesso ao Simples Nacional ou à aplicação do Fator R. Contar com uma consultoria, como a Biank Contabilidade Digital, garante essa etapa sem sustos.
Simples Nacional e Lucro Presumido: qual o ideal para a harmonização facial?
Depois que o CNPJ está criado, chega a hora da definição tributária. Entre todos os regimes, os mais atraentes para clínicas e profissionais de harmonização facial são o Simples Nacional e o Lucro Presumido. Cada um tem prós e contras específicos.
Simples Nacional: praticidade e economia para a maioria dos casos
O Simples Nacional normalmente é o regime mais adequado para iniciantes ou empresas com faturamento até o limite da categoria. A tributação pode variar de 6% a 17,42% (faixa de serviços do Anexo III e V). Com o correto enquadramento e uso do Fator R, indicador que avalia a folha de pagamentos frente ao faturamento, pode-se conseguir uma tributação mais baixa.
Quando mais de 28% do faturamento for destinado ao pagamento de pró-labore e salários, é possível acessar o Anexo III do Simples Nacional, baixando alíquotas para cerca de 6%.
É por isso que oriento investir em controle de folha e planejamento, pois a diferença de carga tributária entre Anexo III e V pode duplicar o imposto ao final do ano.

Mesmo assim, alguns profissionais, por limite de receita ou por conta das atividades exercidas conjuntamente, podem ser obrigados a migrar para o Lucro Presumido.
Lucro Presumido: para faturamentos maiores ou atividades fora do Simples
No Lucro Presumido, a tributação gira em torno de 13,33% a 16,33%. Os principais impostos são PIS, COFINS, IRPJ, CSLL e ISS. A vantagem deste regime se manifesta especialmente para empresas que superam o limite anual do Simples Nacional, ou cujas atividades não se enquadram nos anexos privilegiados.
Um ponto de atenção: as despesas com pró-labore, aluguel e insumos podem ser deduzidas do cálculo do imposto, o que permite um estudo de viabilidade para o Lucro Presumido se o faturamento estiver acima do permitido pelo Simples.
Pontos de atenção no enquadramento tributário
Em minha experiência, os principais erros que vejo no mercado estão no enquadramento inicial. Alguns profissionais escolhem o primeiro CNAE sugerido, sem analisar de forma individualizada, e isso pode trazer problemas. Outros desconhecem como o Fator R impacta diretamente a tributação.
Veja o que analiso ao abrir uma empresa ligada à harmonização facial:
- Tipo societário ideal considerando sócios e objetivos futuros
- Inscrição nos conselhos de classe conforme profissão (CRO, CRM, CRBM, CRF, etc.)
- Regras do Simples Nacional versus receitas previstas e atividades paralelas
- Planejamento tributário anual, simular cenários e buscar economia
Reforço sempre que o acompanhamento contábil especializado é um diferencial. Contabilidade para beleza e estética precisa entender os desafios de cada área para evitar que erros pequenos tragam dor de cabeça gigante.
Benefícios práticos do planejamento tributário
Costumo dizer que planejamento tributário não é um luxo, mas uma forma de proteção do lucro. Quando assessoro profissionais de harmonização, o planejamento permite:
- Escolher o melhor regime tributário a cada ano-calendário;
- Distribuir lucros de forma isenta de IR, quando possível;
- Controlar o Fator R e aproveitar os menores percentuais permitidos em lei;
- Evitar bitributação em casos de múltiplas empresas/sócios;
- Aproveitar deduções legais como aluguel e despesas administrativas.
Os ganhos são palpáveis. Tive clientes que economizaram dezenas de milhares de reais em poucos anos só por reestruturar o pró-labore e registrar todos os salários na folha, aproveitando ao máximo o Fator R no Simples.
Planeje o imposto, não aceite pagar mais do que deve.
Para quem quer se aprofundar em como usar o planejamento a favor da clínica, recomendo conhecer mais sobre planejamento tributário, pensado justamente para reduzir encargos e dar previsibilidade ao negócio.
Risco da informalidade: o que pode acontecer?
Confesso que já perdi a conta de quantos relatos ouvi de profissionais que acreditaram ser mais simples trabalhar sem CNPJ, só recebendo pelo CPF. Em curto prazo, pode até parecer mais fácil, mas os riscos são grandes, e os prejuízos, assustadores:
- Impossibilidade de emitir nota fiscal;
- Limitação para parcerias, convênios e contratos maiores;
- Risco de autuação por parte da Receita Federal e dos conselhos de classe;
- Impossibilidade de contratar equipe de forma legal;
- Recolhimento de impostos muito superior ao atuar como autônomo.
Trabalhar sem empresa pode comprometer seu crescimento, restringir acesso a crédito e até gerar multas pesadas nos casos de fiscalização.
E mais: atuar de maneira informal impede o registro de marca, a criação de franquias ou expansão da clínica, além de dificultar a venda futura do negócio.
Melhores práticas para economizar impostos legalmente
Ao longo de todos esses anos, reuni algumas orientações práticas para profissionais e clínicas de harmonização facial reduzirem tributos dentro do permitido pela lei:
- Priorize o controle de despesas e registre todos os custos do consultório, inclusive insumos e folha;
- Comprove a folha de pagamentos para acessar benefícios do Fator R;
- Distribua lucros de acordo com a escrituração correta, aproveitando a isenção sobre essa parcela para Pessoa Física;
- Evite mistura de atividades não correlatas na mesma empresa, pois isso pode aumentar a carga tributária;
- Simule periodicamente cenários tributários com auxílio de contadores experientes em saúde e estética;
- Mantenha os registros contábeis sempre atualizados, nada de caixa dois ou receitas não declaradas!
Essas práticas permitem não apenas pagar menos impostos, mas agregam profissionalismo ao negócio, o que é um imã para novos parceiros e pacientes.

Um ponto que preciso reforçar: contar com uma contabilidade realmente especializada faz toda a diferença. Muitas clínicas se complicam por serem orientadas por profissionais sem conhecimento das particularidades da legislação de saúde e estética, deixando de lado benefícios fiscais e até cometendo erros na distribuição de lucros.
Segmentos atendidos e exemplos do dia a dia
A contabilidade voltada para a harmonização estética atende desde consultórios odontológicos até clínicas de dermatologistas, biomédicos estetas, farmacêuticos, e até mesmo salões de beleza que agregam procedimentos avançados no portfólio.
Tenho visto cada vez mais profissionais migrando do modelo autônomo para empresas modernas, muitas vezes após conhecerem conteúdos como os de saúde, beleza e bem-estar, que mostram as vantagens práticas desse movimento.
Alguns exemplos de CNAEs mais frequentes nesses casos:
- “86.30-5/01 – Serviços de estética” para biomédicos e farmacêuticos;
- “86.50-0/07 – Atividades odontológicas” para dentistas com foco em harmonização facial;
- “86.90-9/01 – Atividades de profissionais de saúde não especificadas anteriormente” para médicos e clínicas multidisciplinares.
Para se aprofundar nesses aspectos, recomendo ler conteúdos voltados a profissionais da saúde e até dicas específicas como as sugestões de contabilidade na odontologia publicadas no blog da Biank.
Conte com apoio especializado desde o início
Com toda essa movimentação no setor, não dá para tratar a harmonização facial como qualquer outra atividade. Desde o primeiro atendimento até o crescimento da clínica, aspectos fiscais precisam andar juntos com seu plano de negócios. Com ferramentas digitais, atendimento humano e práticas seguras, a Biank Contabilidade Digital consegue criar soluções sob medida, sempre com foco em tirar o peso da burocracia e permitir que você foque no que realmente importa: o resultado do paciente e a prosperidade do consultório.
Conclusão: tomar decisões inteligentes é proteger lucros
Se posso deixar uma mensagem para quem atua em harmonização facial, é esta: escolher o melhor formato jurídico, regime tributário e cuidar da contabilidade com olhar estratégico é o segredo para crescer e lucrar mais, pagando apenas o necessário. A profissionalização do segmento depende de decisões seguras, e cada detalhe faz diferença no resultado final.
Se quer garantir que seu negócio esteja seguro, pague menos impostos e cresça de forma sustentável, recomendo conhecer os serviços da Biank Contabilidade Digital. Nossa equipe pode te ajudar da abertura do CNPJ ao planejamento fiscal continuado, sempre com transparência, tecnologia e um atendimento que entende de verdade do seu setor!
Perguntas frequentes sobre contabilidade para harmonização facial
O que é contabilidade para harmonização facial?
A contabilidade para harmonização facial é uma assessoria especializada na gestão financeira, fiscal e tributária de profissionais e clínicas que atuam com procedimentos estéticos de rejuvenescimento e simetrização facial, como toxina botulínica, preenchimentos e bioestimuladores. O objetivo é garantir enquadramento correto, pagar menos impostos, emitir notas fiscais e manter o negócio 100% regularizado segundo as normas atuais.
Como pagar menos impostos na harmonização facial?
Para pagar menos impostos, é preciso abrir um CNPJ, escolher o CNAE certo, optar pelo melhor regime tributário (Simples Nacional ou Lucro Presumido), controlar a folha de salários para aplicar o Fator R e manter todas as despesas registradas. A distribuição de lucros de forma correta também ajuda a reduzir o IR. Um contador especializado orienta sobre as melhores estratégias, sempre dentro da lei.
Qual o melhor regime tributário para clínicas de harmonização?
O Simples Nacional tende a ser a opção mais vantajosa para pequenas e médias clínicas, especialmente quando mais de 28% do faturamento é destinado a salários e pró-labore (Fator R). Assim, a clínica pode ser enquadrada no Anexo III, pagando alíquotas reduzidas. Para clínicas com receitas maiores e que superam o limite do Simples, o Lucro Presumido pode ser a alternativa adequada, considerando a possibilidade de deduzir certas despesas do cálculo dos impostos.
Quanto custa contratar um contador para harmonização facial?
Os valores para serviços de contabilidade especializada em harmonização facial variam segundo o porte do consultório/clínica, a quantidade de funcionários e o tipo de serviços contratados. Geralmente, as mensalidades partem de valores acessíveis para MEIs e pequenas empresas, e podem ser ajustadas para clínicas maiores com necessidades mais complexas. O mais importante é buscar um contador que realmente compreenda as particularidades deste segmento, como faz a Biank Contabilidade Digital.
Vale a pena abrir CNPJ para harmonização facial?
Sem dúvida, vale muito a pena atuar como Pessoa Jurídica no segmento de harmonização facial. Isso porque a formalização proporciona economia de impostos, mais segurança jurídica, facilidade para expandir o negócio, emitir notas fiscais e contratar equipe. Além disso, amplia as possibilidades de crescimento e profissionalização, tornando a clínica mais valorizada no mercado.
