Desde meus primeiros contatos com clientes do setor de beleza, percebo como existe um medo: o da burocracia engessando o sonho do negócio próprio. Entre tintas, escovas e agendas lotadas, poucos querem ouvir falar de contabilidade. Mas a verdade é que, se o salão não estiver com as finanças e tributações em dia, tudo pode se complicar rapidamente. Eu vi isso acontecer, e vi também como uma orientação correta muda o jogo. Neste artigo, quero mostrar passo a passo por que cuidar da contabilidade é a estratégia mais inteligente para donos de salões que buscam crescer de maneira saudável e sem sustos fiscais.
O cenário do setor de beleza no Brasil
A força econômica dos salões vai muito além de tendências passageiras. Segundo levantamento publicado pelo governo da Paraíba, o setor de beleza representa cerca de 4% do PIB nacional, uma fatia extremamente representativa na economia brasileira. Só na Paraíba, por exemplo, há mais de 15 mil pequenos negócios ligados à beleza, dos quais 78% atuam como Microempreendedores Individuais (MEIs); cabeleireiros, manicures e pedicures lideram as atividades.
Esse crescimento mostra como o segmento oferece oportunidades. Mas também deixa claro um ponto: quanto maior a participação, mais fiscalização e obrigações serão exigidas. Por isso, a regularização tributária e societária deixaram de ser “opção” e passaram a ser parte estratégica do negócio.
Como começar: abrindo e regularizando o CNPJ para salão de beleza
Iniciar um salão exige decisões importantes já na largada. A primeira grande escolha é a formalização correta, seja como MEI, microempresa ou empresa de porte maior. Eu já vi profissionais passarem anos como autônomos porque sentiam receio das exigências fiscais, só para, mais tarde, tomarem sustos com multas ou bloqueios de contas.
No meu trabalho, sempre recomendo começar por:
- Stonegar a viabilidade do local e do nome empresarial na prefeitura
- Selecionar o CNAE adequado (Código Nacional de Atividades Econômicas)
- Definir o regime tributário (explico as opções mais adiante)
- Preparar o contrato social, principalmente se há mais de um sócio
- Registro na Junta Comercial, Receita Federal, prefeitura e emissão de alvarás sanitários e de funcionamento
Esse processo de regularização pode parecer assustador, mas, na verdade, quando acompanhado por um contador experiente, tudo flui. Aqui na Biank Contabilidade Digital, por exemplo, nosso apoio na regularização de CNPJ é personalizado: olhamos caso a caso, levando em conta tamanho, número de parceiros e planos de expansão.
A escolha correta do CNAE é algo que muitos ignoram, mas pode fazer toda a diferença. Errar aqui pode fazer com que o negócio pague mais impostos do que deveria, corra risco de autuações ou fique impedido de acessar benefícios fiscais.

O regime tributário: como escolher entre Simples Nacional e Lucro Presumido
Frequentemente sou questionado: “Qual é o melhor regime tributário para um salão? Simples Nacional ou Lucro Presumido?”. Minha resposta sempre depende do porte, faturamento, folha salarial e da quantidade de parceiros. Mas posso compartilhar algumas diretrizes que uso na minha rotina.
Simples Nacional: o caminho para salões menores e médios
O Simples Nacional costuma ser a melhor escolha para a maior parte dos salões. Ele reúne diferentes tributos (IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, INSS, ISS) em uma única guia, reduz a burocracia e simplifica o pagamento. Para se enquadrar, o limite de faturamento anual é de até R$ 4,8 milhões.
Dentro do Simples, um ponto que muitos desconhecem é o Fator R. Quando a folha salarial representa mais de 28% do faturamento, o salão pode se beneficiar de um percentual reduzido nos impostos. É aí que o trabalho estratégico da contabilidade faz diferença, pois essa análise exige cálculos apurados mês a mês.
Lucro Presumido: opção para maiores receitas e estrutura mais robusta
Quando o faturamento ultrapassa o limite do Simples, ou a estrutura societária exige, o Lucro Presumido se apresenta como alternativa. Nesse regime, os tributos (IRPJ, CSLL, PIS, COFINS e ISS) são calculados com base em uma margem de lucro estimada pelo fisco, e não pelo resultado real.
Uma dica valiosa: nem sempre estar no Simples significa pagar menos impostos. Em salões com faturamento alto, muitas vezes, o Lucro Presumido resulta, na prática, em menor carga tributária, especialmente levando em conta deduções e créditos fiscais.
Por isso, simulações tributárias realistas são indispensáveis para que o dono do salão não tenha surpresas e consiga planejar o ano inteiro com segurança.
A importância da escolha correta do CNAE
Não posso deixar de frisar: o CNAE serve como a “certidão de nascimento” do salão para a Receita Federal e demais órgãos. Ele define quais impostos devem ser pagos, se o salão pode atender pelo Salão Parceiro e até mesmo o acesso a linhas de crédito ou participação em licitações.
Os códigos mais comuns para a área de beleza incluem:
- 96.02-5/01 – Cabeleireiros, manicure e pedicure
- 96.02-5/02 – Atividades de estética e outros serviços de cuidados com a beleza
Escolher errado aqui pode impossibilitar o funcionamento, restringir algumas atividades ou elevar impostos sem necessidade.
Obrigações fiscais do salão: do básico ao complexo
O sucesso de um salão não depende só do atendimento. As obrigações fiscais são parte integrante dessa engrenagem, e ignorá-las pode ser um grande tiro no pé.
Emissão de notas fiscais: exigência inegociável
Comerciantes de serviços de beleza estão obrigados a emitir a Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e) para cada serviço prestado. Essa obrigação incide sobre salões, clínicas de estética, academias e afins, e sua omissão pode causar multas e sanções, como bem detalhado na legislação municipal de Imperatriz (MA).
No cotidiano, recomendo sempre que meus clientes mantenham uma rotina digitalizada nessas emissões, garantindo rastreabilidade e evitando autuações.
Lei do Salão Parceiro: contratos e obrigações
A Lei do Salão Parceiro (Lei nº 13.352/2016) instituiu regras para a relação entre o salão (como empresa) e os profissionais parceiros, legalizando a atuação de manicures, cabeleireiros, depiladores e outros de forma autônoma, mas vinculada.
Na prática, o salão firma um contrato de parceria com cada profissional, detalhando direitos, obrigações e a divisão das receitas. Esses contratos devem ser escritos, registrados e disponíveis para fiscalização. Além disso, cabe ao salão emitir notas fiscais para todos os serviços e, posteriormente, repassar a porcentagem do parceiro, fazendo os descontos legais acordados.
Outras obrigações legais e fiscais
Além da nota fiscal e contratos, os salões precisam cumprir:
- Pagamento de ISS (Imposto Sobre Serviços)
- Recolhimento de INSS patronal (quando há funcionários)
- Entrega de obrigações acessórias: DEFIS, SPED, GFIP, DCTF, dependendo do regime
- Renovação de alvarás e licenças
- Controle do livro caixa
Esses itens, quando ignorados, resultam em multas administradas por Receita Federal, prefeitura ou órgãos reguladores estaduais.

Controle financeiro: despesas, fluxo de caixa e o papel da tecnologia
Eu costumo dizer que o salão sem controle financeiro acaba sempre no “fio da navalha”. Ter clareza sobre entradas, saídas, lucros e despesas possibilita prever períodos de baixa, criar promoções estratégicas e saber exatamente quanto investir em estoque ou capacitação.
Na prática, recomendo três pilares:
- Lançamento diário de receitas e despesas em uma plataforma digital. Pode ser software de gestão ou até uma planilha bem feita, desde que seja disciplinado.
- Separação clara das finanças pessoais e do salão, inclusive com contas bancárias distintas. Isso evita confusão e problemas fiscais.
- Revisão periódica do fluxo de caixa: não é só registrar, mas entender o comportamento dos números todos os meses.
Vantagens do uso de softwares de contabilidade
Uma das grandes transformações que presenciei nos últimos anos foi o impacto da tecnologia na gestão de salões. Softwares de contabilidade e gestão financeira permitem:
- Automatização de lançamentos e categorização de despesas
- Emissão rápida de notas fiscais e relatórios fiscais
- Integração com sistema bancário, reduzindo erros e esquecimentos
- Alertas automáticos para pagamento de tributos e obrigações
- Análise detalhada do perfil financeiro: onde o salão ganha e onde perde dinheiro
No dia a dia, vejo como o uso de tecnologia reduz drasticamente as chances de erro manual, atrasos em obrigações e aquela sensação de “papelada acumulada”. Além disso, softwares atualizados são aliados na transparência fiscal, ponto chave para o crescimento do salão.

Planejamento tributário: pague menos, dentro da lei
Quando assunto é pagamento de impostos, a diferença entre um salão que paga corretamente e outro que paga “sem pensar” pode ser enorme. O planejamento tributário permite ao empreendedor tomar decisões com base em projeções reais, escolhendo os caminhos legais de menor carga tributária. Sempre limpo e sem riscos de autuações fiscais.
Exemplos práticos? Análise do Fator R dentro do Simples Nacional, da possibilidade de reenquadramento no Lucro Presumido, análise mensal dos contratos de salão parceiro ou até mesmo mudança parcial de atividades conforme o CNAE. Cada detalhe pode resultar em economia ano após ano.
Nesse cenário, o contador consultivo e atualizado se torna parceiro estratégico, participando do planejamento desde o início de cada ciclo fiscal.
Consultoria contábil: o diferencial do contador consultivo e humanizado
Nos últimos anos, testemunhei uma crescente busca por serviços de contabilidade mais próximos e “do lado do cliente”. O tradicional papel do contador, focado apenas em cálculos e guias, já não satisfaz quem quer crescer e tomar decisões claras. E foi com esse espírito que a Biank Contabilidade Digital se especializou no atendimento consultivo e humanizado, sempre aliado à tecnologia.
Um contador com perfil consultivo não limita seu trabalho a conferir documentos. Ele interpreta cenários, sugere estratégias, aponta riscos e alternativas. É alguém que conhece as especificidades do mercado de beleza e está atento às mudanças na legislação, como as novas regras impostas pela reforma tributária e seus impactos para salões, clínicas, academias e profissionais do setor.
Em minha atuação, costumo abordar questões como:
- Análise constante das faixas tributárias e possíveis reenquadramentos
- Gestão de contratos de salão parceiro para redução de encargos
- Estudo sobre abertura de novas unidades ou filiais
- Auxílio em investimentos, financiamentos e preparação de documentos para crédito bancário
- Regularização rápida após bloqueios ou autuações inesperadas
Essa postura faz toda a diferença, principalmente num segmento com alta movimentação e sazonalidade, onde a prevenção é sempre mais barata que a correção de erros.
Resumo das práticas indispensáveis para salões de beleza
Quando reúno tudo que já tratei na prática, a lista de controles básicos nunca muda:
- CNPJ regularizado e adequado ao porte do negócio
- Escolha precisa de CNAE e regime tributário
- Emissão de notas fiscais em tempo integral
- Contratos detalhados para cada parceiro do salão
- Gestão financeira diária, clara e automatizada
- Planejamento tributário preventivo, sempre
- Assessoria de um contador consultivo especializado em beleza
Essas práticas garantem que o salão se mantenha protegido, competitivo e preparado para crescer na direção certa.

Como crescer sem descuidar das obrigações legais?
Crescer é o desejo de todo empreendedor. Mas o crescimento sem acompanhamento contábil pode transformar sonhos em problemas. No setor da beleza, onde há constante inovação, mudanças no comportamento do cliente e novidades fiscais, avançar requer planejamento e apoio especializado.
Negócios de beleza preparados, mostram organização nos processos fiscais, atendimento a legislação e conseguem negociar melhor com fornecedores e parceiros. Além disso, empreendimentos regularizados têm acesso facilitado a linhas de crédito e podem expandir com mais agilidade.
Cada etapa pode ser acompanhada por um contador comprometido, que lê o cenário, antecipa tendências e constrói uma base sólida. É por isso que sempre recomendo que donos de salão busquem parceiros contábeis alinhados ao segmento, como já detalhei sobre contabilidade para beleza e estética e as especialidades em saúde, beleza e bem-estar.
Crescer com segurança é crescer com clareza.
Impactos de reformas tributárias e tendências do setor
O segmento de beleza está em constante movimento, e qualquer alteração legislativa tem impacto significativo na rotina dos salões. A recente reforma tributária trouxe mudanças que ainda geram dúvidas nos empresários.
Minha principal recomendação é manter-se informado, buscar orientação contínua e acompanhar o posicionamento de serviços contábeis realmente especializados em saúde, beleza e bem-estar, como trabalhamos na Biank Contabilidade Digital, pois só assim é possível evitar armadilhas e aproveitar oportunidades que surgem com as novas regras.
A experiência mostra que o parceiro contábil certo é, na prática, o “antídoto” contra multas, notificações, cadastros bloqueados e outros problemas que já testemunhei na rotina dos salões.
O diferencial do atendimento personalizado para cada subsegmento
Não adianta usar fórmulas prontas. Cada salão tem seu perfil: alguns trabalham majoritariamente com manicure e pedicure, outros investem em tratamentos capilares de alto valor, outros ainda focam em harmonização facial ou estética avançada.
No atendimento diário, percebo que entender essa dinâmica faz toda a diferença ao indicar regimes tributários, sistemas de emissão fiscal e modelos de contratos. Salões de beleza masculinos, por exemplo, possuem desafios e expectativas distintas das unidades mistas ou direcionadas ao público feminino, e buscam muitas vezes apoio específico como vimos neste artigo sobre estratégias de crescimento para barbearias.
Por isso, destaco: o melhor caminho é aquele traçado sob medida, considerando estrutura, perfil dos parceiros, perfil do cliente final, possibilidades de expansão e metas de longo prazo.
Conclusão: contabilidade como motor para o crescimento saudável do salão
Durante toda minha trajetória atendendo empreendedores do segmento, reafirmo uma certeza: a contabilidade é um ativo estratégico, não uma “despesa”.
Desde a escolha do CNAE até o planejamento tributário, passando por gestão de contratos, emissão de notas fiscais e análise de viabilidade para expansão, o contador especializado em beleza se torna o principal aliado de quem deseja prosperar. A falta de atenção a obrigações fiscais pode representar multas, bloqueios e dificuldades até para captar novos clientes.
A experiência me mostrou que um salão só se consolida e cresce quando as bases estão sólidas, jurídicas e financeiras.
Se você sente que chegou o momento de olhar para o futuro do seu salão com mais segurança, clareza e orientação personalizada, conheça como posso te ajudar junto à Biank Contabilidade Digital. Deixe o peso da burocracia comigo e foque naquilo que faz o seu negócio ser referência em beleza.
Perguntas frequentes sobre contabilidade para salões de beleza
O que é contabilidade para salões de beleza?
Trata-se do conjunto de práticas fiscais, financeiras e jurídicas adaptadas à realidade dos salões, clínicas e outros negócios ligados à beleza. Envolve desde a regularização do CNPJ, escolha do CNAE, regime tributário apropriado, controle de receitas/despesas, elaboração de contratos com parceiros, planejamento tributário até a emissão correta de notas fiscais e cumprimento das obrigações acessórias. O objetivo é evitar multas, reduzir riscos legais, organizar as finanças e apoiar o crescimento do negócio.
Como regularizar um salão de beleza?
O processo envolve várias etapas: escolha do tipo empresarial (MEI, ME, Ltda.), definição do CNAE correto, elaboração de contrato social, registro na Junta Comercial e Receita Federal, obtenção de alvarás sanitários e de funcionamento, emissão de notas fiscais e formalização de contratos de parceria (quando couber). Recomendo a orientação de um contador especializado, pois cada detalhe faz diferença, inclusive para aproveitar reduções de imposto. Expliquei detalhadamente essas etapas neste guia e serviços de regularização de CNPJ.
Quais impostos salões de beleza pagam?
Os principais tributos são: ISS (Imposto Sobre Serviço), INSS (Contribuição Previdenciária Patronal quando há funcionários), IRPJ, CSLL, PIS e COFINS (no Simples Nacional, esses são recolhidos via DAS). A depender do porte, também podem surgir obrigações acessórias como DEFIS, SPED, DCTF, entrega de folhas de pagamento, livro caixa, entre outras. Salões que aderem à Lei do Salão Parceiro precisam ainda cuidar da regularização contratual e correta divisão dos encargos.
Vale a pena ter contador para salão?
Sim, pois o contador especializado em salões de beleza orienta decisões estratégicas, evita multas, antecipa mudanças fiscais e contribui para a saúde financeira do negócio. Ele também traz soluções personalizadas para cada subsegmento (cabelereiro, manicure, salão de estética etc.), planeja redução lícita de impostos e facilita o dia a dia com tecnologia de gestão integrada. Negócios acompanhados tendem a crescer mais rápido e de modo estável.
Como escolher o melhor regime tributário?
A escolha depende de fatores como faturamento anual, número de sócios, volume de folha de pagamento (Fator R), atividades desenvolvidas e estrutura do negócio. O Simples Nacional é o mais utilizado, mas em alguns casos o Lucro Presumido pode ser mais vantajoso. Recomendo sempre realizar simulações fiscais e reavaliar o modelo anualmente, com auxílio de profissional contábil que entenda a rotina e os desafios dos salões. Assim, você paga menos tributos, dentro da lei, e evita surpresas desagradáveis.
