Desde que comecei a atuar apoiando profissionais dos setores de saúde, beleza e bem-estar, percebo como a emissão da Nota Fiscal de Serviços (NFS-e) ainda gera dúvidas e até algumas inseguranças. O tema pode parecer complicado, cheio de regras, siglas e etapas desconhecidas. Porém, se existe algo que aprendi nesses anos de caminhada é que transformar processos fiscais em algo prático faz diferença. Por isso decidi compartilhar este guia, recheado de exemplos reais do cotidiano e orientações que desejo que todos tivessem acesso ao abrir ou gerir um salão, clínica, spa, academia ou consultório. Ao unir tecnologia, bom atendimento e conhecimento específico dos segmentos, como a Biank faz, tudo fica mais leve.
O que é a NFS-e e por que importa tanto?
Já recebi essa pergunta várias vezes, especialmente de quem acabou de migrar do informal para o CNPJ. Antes de tudo, quero deixar claro:
Emitir nota fiscal de serviços é obrigação legal em quase todos os casos.
Parece óbvio, mas muita gente acaba ignorando ou deixando para depois. A Nota Fiscal de Serviços Eletrônica comprova que você realmente realizou o serviço e que está correto com o Fisco, seja você fisioterapeuta, cabeleireiro, consultor de bem-estar, representante comercial desses ramos, massoterapeuta ou educador físico. Ela tem papel indispensável em temas como:
- Evitar autuações fiscais e multas
- Permitir que o cliente use seu serviço para abatimento no IRPF, em alguns casos
- Acessar crédito em bancos e aumentar confiança do público
- Mostrar transparência na gestão e organização financeira
Estar em dia também valoriza o negócio diante de fornecedores, parceiros e perante o próprio setor. O hábito se traduz em outro padrão de profissionalismo, e isso volta em recomendações e parcerias. Senti na pele esse salto quando apoiei meus clientes a adotarem o zelo fiscal na rotina. Afinal, como se diz, confiança e credibilidade se constroem com pequenos passos consistentes.
Quem precisa emitir NFS-e nos setores de saúde e beleza?
É quase certo que se você atua como MEI, autônomo, microempresa, empresa de pequeno porte ou profissional liberal em saúde, estética, academia ou salão, deve emitir nota fiscal de serviços para todas as prestações realizadas a pessoas jurídicas (ou seja, empresas). Para clientes pessoa física, só é possível dispensar a emissão se a legislação municipal permitir (alguns municípios obrigam para qualquer cliente).
Ao conversar com colegas de salão ou clínicas, notei que surgem três grupos de dúvidas:
- “Mas, se sou MEI, também sou obrigado?”
- “E se faço atendimento domiciliar?”
- “A nota precisa ser eletrônica ou pode ser impressa?”
Minhas respostas sempre partem da legislação local, mas em geral, a obrigatoriedade da NFS-e só dispensa MEIs que atendam pessoas físicas em municípios onde haja previsão. Para serviços em domicílio, a regra é a mesma: o tipo de atendimento não afasta a exigência, apenas o enquadramento fiscal e o local em que se presta o serviço. E sim, hoje, a nota fiscal eletrônica é padrão no Brasil, basta acessar o sistema da prefeitura do seu município para conferir os detalhes.
Principais vantagens da emissão correta
Emitir a nota fiscal de prestação de serviços não é só uma obrigação, mas traz diversas vantagens práticas:
- Facilidade para comprovar rendimentos e acessar financiamentos ou linhas de crédito
- Redução de riscos fiscais com fiscalização municipal, estadual e federal
- Transparência na relação com clientes, que recebem documento fiscal para eventuais necessidades (planos de saúde, reembolsos, deduções fiscais, registros históricos, etc.)
- Organização: seu fluxo de caixa fica mais claro, seu contador acompanha tudo com precisão, e os próprios cálculos de imposto ficam mais objetivos
- Possibilidade de participar de licitações ou parcerias com empresas e órgãos públicos
Por experiência, vejo negócios que começam simples, mas transformam sua rotina e sua imagem após passar a emitir nota de serviço respeitando regras fiscais. Isso abre portas inesperadas, como parcerias com clínicas, contratos com academias e credibilidade aumentada até com o público final.

Como funciona a NFS-e: o básico para profissionais desses segmentos
Definição prática
A NFS-e é um documento digital gerado e armazenado eletronicamente no sistema da prefeitura onde está localizado o estabelecimento do prestador de serviços. Ela registra de forma oficial a prestação de qualquer atividade, desde um corte de cabelo, procedimento de estética, consulta fisioterapêutica, até uma sessão de pilates ou personal training.
Ao contrário da antiga nota física de papel, a eletrônica é padronizada, segura e pode ser acessada digitalmente, com código verificador, assinatura digital e registro fácil em poucos cliques. Muitos municípios oferecem integração direta com sistemas de gestão financeira e contabilidade, o que é um ganho enorme.
A importância do município
A grande “pegadinha”, como muitos já perceberam, é que cada prefeitura possui sistema próprio de emissão. Há cidades com portais super modernos, enquanto outras ainda exigem passos mais manuais. Assim, sempre oriento meus clientes: converse com um contador experiente no seu segmento e confira as regras locais.
Essa preocupação personalizada é justamente um dos diferenciais da Biank no mercado. Nossa equipe se debruça sobre as características de cada município e os detalhes dos segmentos de saúde, beleza e bem-estar, o que poucos realmente fazem.
O passo a passo para emitir a NFS-e corretamente
Apesar do medo inicial, emitir a nota fiscal de serviços costuma ser simples depois que se entende o caminho. Resolvi detalhar o processo de ponta a ponta, como oriento no dia a dia. É algo que pode ser aprendido em poucas tentativas, após o cadastro estar em ordem.
1. Cadastro e acesso ao sistema da prefeitura
O primeiro passo é efetuar o cadastro no sistema de emissão de NFS-e da prefeitura da sua cidade. Você deve consultar a Secretaria da Fazenda municipal, alguns municípios permitem fazer online, outros exigem ida presencial ou envio de documentos.
- CPF e CNPJ em dia
- Inscrição Municipal do estabelecimento (ou número do MEI, se for o caso)
- Documentos pessoais e comprovante de endereço
- Certificado digital (dependendo do município e do porte do negócio)
Com esses dados, o acesso será liberado. Pode ser necessário instalar plugins, atualizar navegadores ou cadastrar representante legal para autenticação. Sempre recomendo guardar os dados de acesso em local seguro.
2. Escolhendo o regime tributário correto
O regime tributário é a base para entender os impostos e obrigações envolvidos na emissão da nota. Nos setores de saúde, beleza e bem-estar, os enquadramentos mais comuns são:
- Simples Nacional: ideal para negócios menores. Unifica impostos federais, estaduais e municipais em uma guia mensal (DAS) e simplifica declarações.
- Lucro Presumido: comum para empresas de médio porte. O cálculo dos tributos parte de uma base de presunção de lucro, e as obrigações acessórias aumentam.
- MEI (Microempreendedor Individual): recomendado para quem fatura até R$ 81 mil por ano, atende às atividades permitidas e mantém poucos funcionários.
No momento da emissão da NFS-e, o número do CNPJ, o regime e o código do serviço impactam o imposto final. Isso influencia diretamente na alíquota de ISS (Imposto sobre Serviços), que varia conforme categoria e cidade. Sempre reforço: manter os códigos corretos e regime ajustado evita dor de cabeça com a Receita e com a prefeitura.
3. Preenchendo os dados da prestação
Cada sistema municipal possui campos obrigatórios e opcionais na hora de gerar a nota. Entre os principais dados pedidos estão:
- Dados do tomador (cliente): CPF ou CNPJ, razão social, endereço
- Descrição detalhada do serviço: exemplo, “consulta nutricional presencial”, “limpeza de pele completa”, “treino funcional em grupo”, “representação comercial em cosméticos”
- Valor bruto e descontos (quando aplicáveis)
- Alíquota de ISS e códigos específicos (exemplo: CNS – Código Nacional de Serviços)
- Data e local da execução do serviço
Algumas prefeituras pedem o CNAE e a natureza da operação. Nas vezes que precisei corrigir algo por erro de preenchimento, o sistema normalmente permite substituição ou cancelamento, mas explico sobre isso em detalhes mais à frente.

4. Revisando e emitindo a nota
Digitei, revisei, conferi dados… Chegou o grande momento! Basta clicar em “Emitir”, “Confirmar” ou “Finalizar” (varia conforme o portal). A nota é gerada em PDF ou enviada por e-mail, com código de verificação e assinatura digital. Sempre oriento salvar uma cópia offline e arquivar no sistema de gestão financeira, mantendo o backup seguro.
5. Envio ao cliente e registro contábil
Com a nota emitida, é hora de enviar ao cliente, isso pode ser via e-mail, WhatsApp (arquivo em PDF) ou link do sistema, a depender do canal preferido pelo cliente. Na Biank, orientamos sempre também a conciliar essa receita no fluxo de caixa, para não haver diferenças entre “faturamento NFS-e” e o dinheiro registrado no caixa/banco.
Nota registrada é boleto quitado e caixa saudável.
Registrar a prestação fiscal garante que a receita foi gerada de maneira regular e rastreável. Esse dado serve para relatórios, admissões bancárias, cálculo da folha e planejamento tributário.
Substituição, cancelamento e retificação: situações possíveis e como resolver
Quem nunca errou ao digitar um valor, esqueceu um nome ou percebeu, minutos depois, que o cliente mudou de ideia sobre o serviço? Saber como proceder nesses casos economiza tempo, explica mal-entendidos e evita sérios transtornos junto à prefeitura ou ao cliente. Compartilho aqui as orientações que adotei nos próprios atendimentos:
- Cancelamento: quando a prestação de serviço não aconteceu. Quase todos os sistemas municipais permitem cancelar dentro do próprio portal, geralmente dentro do prazo de até 30 dias. É necessário justificar o motivo e, se já houver recolhimento de ISS, solicitar restituição ou compensação.
- Substituição: se a nota foi emitida com erro, mas o serviço foi prestado, em muitos municípios há opção de “substituir” a nota por outra correta. O procedimento envolve selecionar a nota original, emitir a substituta e justificar. Registre sempre a troca no controle interno.
- Retificação: em poucos casos, é possível corrigir dados sem cancelamento, como ajuste de endereço ou detalhamento, respeitando a legislação local.
O segredo é agir rapidamente e documentar tudo junto ao cliente e à contabilidade. Ignorar a necessidade de regularização pode gerar autuações, glosas fiscais ou desacertos em auditoria.
Padronização nacional: o que muda com o novo padrão NFS-e Brasil?
Até pouco tempo, cada município possuía seu próprio layout e sistema de NFS-e. Isso criava confusão especialmente para quem atuava em cidades diferentes, como franquias, filiais e profissionais itinerantes (tão comuns em beleza e estética). Essa realidade começou a mudar com o padrão NFS-e Nacional.
O sistema nacional busca:
- Unificar layout e campos obrigatórios
- Permitir integração com softwares contábeis e ERPs
- Facilitar o cruzamento de informações pelo governo (mais segurança e menos risco de erros)
- Reduzir burocracias em transferências e expansão para outras cidades
Na prática, eu vi o impacto direto em empresas clientes da Biank: consultar notas ficou mais fácil, corrigir dados também, além de permitir experiências mais ágeis para empresários de pequeno e médio porte. O ambiente digital se torna mais amigável, reforçando a tendência nacional do uso da NFS-e como critério de profissionalização e segurança para setores altamente fiscalizados como saúde, estética e representação comercial.
O papel do contador e das novas soluções tecnológicas
O processo de padronização nacional abre caminho para soluções integradas, como sistemas que ligam emissão de NFS-e, controle do caixa, recebimentos e relatórios fiscais em um só ambiente. Por isso, sempre indico buscar assessoria contábil que atue de forma consultiva e personalizada, tirando dúvidas não só nos cálculos, mas na estrutura dos sistemas e na rotina do negócio.
Na Biank, nosso atendimento começa do cadastro inicial até a rotina do dia a dia, orientando sobre os impactos da NFS-e em cada etapa do negócio, seja você dono de salão, clínica ou personal trainer com agenda cheia. Entendo que cada nicho possui desafios próprios, e isso precisa ser respeitado.

Impactos da reforma tributária na emissão de nota fiscal de serviços
Mesmo quem gosta de planejamento sente calafrios quando falamos em reforma tributária. Mas é fundamental entender como as novas regras afetam o cotidiano de clínicas, salões, spas, academias e autônomos. A lógica da tributação de serviços muda gradativamente, e a adaptação é mais simples quando monitoramos as transições desde já.
O que já mudou e o que está por vir
Com as recentes aprovações, a tendência é que muitos tributos incidentes sobre serviços (ISS, PIS, COFINS, etc.) migrem para modelos unificados, como o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e o CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). Isso promete simplificar a base tributária, mas exigirá atualização nos sistemas e nos códigos de nota fiscal, além de adaptação dos sistemas de impostos municipais para o padrão federal, especialmente para empresas que atendem clientes em diferentes cidades ou estados.
Minha dica é acompanhar o calendário oficial da Receita Federal, consultar notícias em portais do segmento, como já abordei na categoria de contabilidade do nosso blog, e dialogar com um contador com experiência no seu nicho, que esteja atento aos detalhes técnicos das mudanças para cada setor e tipo de serviço.
O que não pode ser negligenciado
Não importa o porte do negócio, a postura é sempre a mesma: revisar códigos de serviço na NFS-e, manter documentação atualizada, alinhar os processos internos e garantir comunicação rápida entre contabilidade, financeiro e a equipe de atendimento.
A mudança do sistema tributário não pode ser desculpa para perder prazos ou se desorganizar.
Com a reforma, é esperado que as prefeituras atualizem seus sistemas de emissão com frequência, e isso demanda atenção redobrada para evitar notas inválidas, tributos inconsistentes ou até indeferimento de cadastros. Manter-se informado e contar com suporte atualizado, como oferecemos na Biank, é a melhor solução para esses momentos de transição.
Como alinhar a nota fiscal à gestão financeira do negócio
A NFS-e pode (e deve) ser o centro da organização financeira do salão, clínica, academia ou consultório. Essa integração é fundamental para controles internos, geração de relatórios, acompanhamento de desempenho, cálculo de resultados tributários e até mesmo acesso a crédito bancário.
Integração com sistemas de caixa e ERP
Hoje, boa parte dos CRMs ou ERPs do segmento de saúde e beleza permite que, ao enviar a nota fiscal, o recebimento seja registrado automaticamente no caixa e já seja possível categorizar o tipo de receita. Isso acaba com controles manuais, ajuda na conciliação bancária e serve de base para análises financeiras periódicas.
No caso do MEI ou de empresas menores, diversas plataformas digitais, às vezes a própria prefeitura, oferecem ambiente para organizar o histórico de notas, pagamentos recebidos, pendências e até controlar clientes inadimplentes. Quem nunca perdeu uma venda por bagunça no fluxo de caixa? Eu já vi muitos casos, e quase sempre a causa era a falta de centralização das informações.
Dicas para um controle fiscal ajustado
- Utilize sempre os mesmos dados do cliente em todas as notas para evitar problemas em conciliações e cruzamentos de dados do Fisco;
- Registre cada emissão, substituição ou cancelamento imediatamente em planilha, aplicativo ou sistema de gestão, não deixando para organizar “depois”;
- Mantenha relatórios mensais e anuais das notas emitidas, permitindo acompanhar sazonalidades, picos e quedas de faturamento;
- Comunique seu contador sempre que houver emissão atípica, nota de alto valor ou negociação que envolva antecipação de receitas;
- Cruze as informações de NFS-e com extratos bancários para detectar eventuais diferenças e agir proativamente;
- Salve backup atualizado de todas as notas fiscalizadas no ambiente digital e, se necessário, em nuvem.
Essas práticas fazem parte da rotina que ensino e acompanho, pois são decisivas no sucesso dos clientes e evitam surpresas desagradáveis ao fechar os balanços anuais.

Benefícios do bom controle fiscal para o crescimento do negócio
- Mais facilidade para aprovação de crédito ao mostrar histórico real de faturamento;
- Credibilidade reforçada junto a fornecedores e parceiros;
- Facilidade para atender auditorias municipais ou de órgãos reguladores;
- Base sólida para expandir a empresa, abrir filiais ou ingressar em franquias;
- Redução de ocorrências envolvendo glosas fiscais, recusas de planos de saúde ou exigências bancárias documentais;
- Facilidade para prestar contas a investidores ou abrir empresa para sociedade;
- Mais segurança na hora de declarar impostos e evitar bitributação.
Sei que parece muita coisa, mas, no dia a dia, uma rotina disciplinada faz tudo se tornar automático. Foi assim que ajudei muitos salões e clínicas a transformar a ansiedade fiscal em clareza e crescimento. E sempre procuro compartilhar essas dicas na categoria de bem-estar do nosso blog, trazendo o olhar de dentro do segmento.
Dicas práticas para clínicas, salões, spas, academias e MEIs
Além das orientações técnicas, gosto de resumir em tópicos rápidos o que vejo funcionar para quem atua diretamente em saúde, beleza e bem-estar.
- Para clínicas: crie um checklist de emissão de NFS-e a cada atendimento, envolvendo recepção e secretaria, garantindo que nada seja esquecido.
- Salões de beleza: centralize as notas por atividades (corte, coloração, penteado, etc.), controlando comissões e repasses à equipe sem falhas fiscais.
- Spas: cuide dos códigos corretos para cada tipo de terapia ou massagem. Pequenas discrepâncias de código podem levar à tributação errada e multas altíssimas, vi isso acontecer e o impacto é pesado.
- Academias: gere nota vinculando o nome do aluno e o plano contratado (mensal, semestral, anual), garantindo documentação para contratos e disputas judiciais, se houver.
- MEI: adote controle mensal detalhado e sempre procure emitir a NFS-e até mesmo para pessoa física, caso a legislação da cidade permita, pois isso fortalece o histórico do profissional diante de bancos e fornecedores.
Complementando essas práticas, sempre sugiro buscar atualizações em fontes seguras. Recomendo os artigos da categoria de saúde do nosso blog, pois concentro ali as principais novidades fiscais dos segmentos atendidos pela Biank.

Como evitar erros comuns na emissão das notas fiscais de serviço
Vi muitos negócios perderem oportunidades ou enfrentarem autuações apenas por detalhes que poderiam ser evitados.
O erro mais comum é deixar de revisar todos os campos antes de emitir.
Outros deslizes frequentes:
- Informar regime tributário errado, o que acarreta alteração da base de cálculo do ISS
- Confundir o código de serviço com o CNAE ou vice-versa
- Preencher valor líquido ao invés do valor bruto
- Registrar descontos sem evidenciá-los de forma correta
- Emitir a nota em município diferente do efetivo local da prestação
- Esquecer de registrar substituição ou cancelamento no controle financeiro
- Perder o prazo legal para regularizar (algumas cidades restringem cancelamentos após 10 ou 30 dias)
Verifique sempre com seu contador após qualquer mudança nos processos ou ao surgir novas exigências, como atualizações do layout nacional da NFS-e. Sistematize tudo em uma rotina de checagem, disciplina aqui poupa muita dor de cabeça depois.
A importância da capacitação da equipe
Além do responsável financeiro ou do contador, invista na capacitação da equipe de atendimento. Ensinei muitos salões e clínicas a treinarem recepcionistas, secretárias e gerentes a lidarem com o básico da emissão, registro e envio, o que acelera processos e reduz esquecimentos. Conhecimento compartilhado dentro do time é sinônimo de menor risco.
Gosto de destacar também a importância de documentar todas as orientações em um manual interno. Isso deve incluir os principais tipos de nota, prazos para emissão ou cancelamento, e um roteiro passo a passo relacionado aos sistemas e plataformas utilizadas.
Aspectos fiscais e jurídicos: o que não pode faltar
Nunca aconselho deixar assuntos fiscais ao acaso. Seguir regras protege de processos trabalhistas, glosas de planos de saúde, exigências de órgãos de vigilância sanitária e impede problemas bancários futuros. Poucos temas são tão sensíveis à fiscalização em saúde e beleza quanto a correta emissão da nota de serviço prestado.
Prazos, obrigações e multas
O prazo padrão para emissão da NFS-e é no máximo até o quinto dia útil do mês seguinte à prestação, mas diversas cidades exigem emissão em até 24h após o serviço. Atrasos podem gerar autuações, multas e inclusão do CNPJ na lista de devedores municipais.
O não recolhimento do ISS (Imposto sobre Serviços) dentro do prazo, o erro na declaração de receitas ou a omissão deliberada de notas são infrações graves. Todas têm consequências fiscais e jurídicas, desde bloqueio de CND (Certidão Negativa de Débitos) até exclusão do Simples Nacional.
Autoridade fiscal pode acessar diretamente todas as notas emitidas.
Riscos ao ignorar pequenos detalhes
Além da parte tributária, erros na emissão da nota prejudicam diretamente relações com clientes e fornecedores. Uma nota sem a descrição correta, por exemplo, pode ser recusada para reembolsos ou deduções fiscais. Vi casos em que a imprecisão atrasou pagamentos importantes ou levou a processos judiciais.
Outro ponto é manter o contrato digital atualizado, prática totalmente aderente à era da digitalização da contabilidade, que costumo adotar na Biank. Na hora de uma auditoria, contratos e notas se complementam, trazendo segurança jurídica maior.
Perguntas frequentes respondidas pela experiência em campo
Separei as respostas para dúvidas que mais vejo surgirem com donos de salão, clínicas, spas, academias, personal trainers, MEIs e profissionais autônomos desses setores. Muitas delas já abordei em artigos sobre empreendedorismo no blog, mas listo aqui para facilitar sua rotina.
- Guarde todas as NFS-e emitidas por, no mínimo, cinco anos, até para comprovação junto a bancos, planos de saúde e contratações futuras.
- Planeje seu regime tributário no início de cada ano fiscal, aproveitando oportunidades de reduzir tributos conforme o porte e natureza do negócio.
- Mantenha canal direto com a contabilidade para dúvidas sobre ISS, deduções e enquadramento, principalmente após a reforma tributária.
- Caso veja alguma inconsistência nas obrigações acessórias, sinalize imediatamente ao responsável fiscal.

Dicas exclusivas para crescer com segurança
- Anote todos os contatos de prestadores de serviço para fácil preenchimento futuro das notas (exemplo: dentistas parceiros em clínicas, fornecedores de cosméticos no salão, etc.).
- Verifique regras de retenção de ISS, aplicável principalmente a prestadores para empresas públicas e instituições de saúde conveniadas.
- Invista em atualização sobre novas obrigações fiscais e novidades em plataformas digitais municipais, participando de eventos, cursos online e consultando portais de referência.
- Se possível, centralize toda a comunicação fiscal em um canal único, como WhatsApp ou e-mail exclusivo para controle contábil.
- Explique para sua equipe a importância do respeito aos dados fiscais, educando todos sobre sigilo, ética e padronização de processos.
No artigo sobre gestão integrada explico todos os detalhes de como fazer isso sem complicação, mesmo com uma equipe enxuta.
Conclusão: por onde começar e como avançar?
Passar a emitir a nota fiscal de serviços corretamente não é só sobre cumprir a lei. Tem a ver com profissionalismo, crescimento e acesso a novas oportunidades, algo que testemunho todos os dias acompanhando clientes dos setores de saúde, beleza e bem-estar.
Se existe um conselho prático que posso deixar é: dedique um momento semanal à revisão do controle fiscal, conte com suporte de especialistas que realmente entendem de seu ramo, e entenda que cada nota emitida é um passo para o crescimento saudável do seu negócio.
Na Biank, oferecemos consultoria contábil especialmente desenhada para seu nicho. Damos suporte desde o cadastro inicial até o esclarecimento sobre obrigações fiscais, rotinas do sistema municipal e adequação a reformas tributárias. Você não precisa enfrentar a burocracia sozinho. Conheça nossos serviços e experimente um atendimento que combina tecnologia e gente que entende seu segmento. Cuide da sua contabilidade do jeito que você cuida do seu cliente: com tranquilidade e confiança.
Perguntas frequentes sobre nota fiscal de serviços
O que é nota fiscal de serviços?
A nota fiscal de serviços é um documento eletrônico emitido por empresas e profissionais liberais para registrar oficialmente a prestação de qualquer atividade não relacionada à venda de produto, como procedimentos de saúde, estética, treinamentos, aulas, consultorias e representações comerciais. Ela serve para comprovar o serviço realizado, garantir o pagamento correto de tributos e dar segurança jurídica tanto ao prestador quanto ao cliente.
Como emitir nota fiscal em saúde e beleza?
Para emitir nota fiscal no segmento de saúde e beleza, primeiro você deve estar registrado corretamente na prefeitura da sua cidade, já com o CNPJ ou inscrição como autônomo. Acesse o portal de emissão de NFS-e do seu município, informe os dados do cliente, descreva detalhadamente o serviço prestado, confira os códigos fiscais e confirme o valor e alíquotas. Em seguida, revise atentamente antes de finalizar a emissão. Salve a nota em PDF e envie ao cliente e ao setor financeiro/contábil para registro. Tenha atenção especial à legislação municipal de seu endereço de atuação, pois detalhes podem variar de uma cidade para outra.
Preciso emitir nota fiscal como autônomo?
Sim, profissionais autônomos que prestam serviços para empresas ou órgãos públicos devem emitir nota fiscal. Para atendimento a pessoas físicas, a obrigatoriedade pode variar conforme a lei local. Se você trabalha como autônomo em saúde, beleza e bem-estar, o indicado é buscar orientação fiscal específica, pois além de obrigatória, a emissão de nota protege seu negócio e facilita o acesso a benefícios, como crédito e parcerias.
Quais dados são necessários para a emissão?
Você vai precisar dos dados do tomador de serviço (cliente: nome, CPF/CNPJ, endereço), descrição detalhada do serviço, valor total, descontos e acréscimos, regime tributário do seu negócio (Simples, Lucro Presumido ou MEI), além dos códigos fiscais exigidos pelo município. Alguns sistemas também pedem o CNAE ou a natureza da operação. Sempre confira as especificações no site da sua prefeitura antes de cada emissão.
Quanto custa emitir nota fiscal de serviços?
A emissão da nota em si, pelo portal da prefeitura, normalmente não tem custo extra. O que incide é o pagamento do ISS (Imposto sobre Serviços), que varia conforme a cidade, o ramo de atividade e o regime tributário escolhido por você. Eventuais custos extras podem surgir pelo uso de sistemas particulares de gestão e pela contratação de assessoria contábil, mas a obrigação fiscal, em si, é gratuita na maioria dos municípios.
