Escolher o regime tributário certo para uma clínica nunca foi uma missão simples. Ao longo da minha carreira como especialista em contabilidade digital, presenciei muitos profissionais da saúde, estética e bem-estar enfrentarem o mesmo desafio ano após ano: pagar impostos em excesso e lidar com incertezas fiscais por falta de planejamento ou orientação adequada. Em 2026, esse cenário ganha novos elementos, impulsionados por mudanças nas leis e transformações digitais.
Por que a escolha do regime faz tanta diferença?
Desde o primeiro contato que tenho com quem chega na Biank Contabilidade Digital, percebo como o tema “regime tributário” levanta dúvidas. Não é apenas por conta das siglas ou da burocracia. A escolha certa pode impulsionar o crescimento de clínicas, reduzir riscos e evitar aquilo que ninguém quer: surpresas fiscais desagradáveis.
O regime tributário define como sua clínica vai calcular e pagar impostos, impactando diretamente o lucro e a saúde financeira do negócio. Por isso, o processo de escolha exige análise, estratégia e, acima de tudo, entendimento profundo das particularidades do setor e das novas regras lançadas nos últimos anos.
Os regimes tributários disponíveis para clínicas
Em 2026, três opções estão disponíveis no Brasil para clínicas e empresas da saúde, beleza & bem-estar:
- Simples Nacional
- Lucro Presumido
- Lucro Real (menos comum para clínicas de pequeno e médio porte, mas ainda relevante em alguns casos)
A primeira dúvida é: qual deles se encaixa no perfil do seu negócio? Antes de decidir, gosto de avaliar com o cliente fatores como faturamento, despesas, tributos incidentes e número de funcionários. Vou detalhar cada regime para mostrar o que prevejo como tendências para clínicas em 2026.

Simples nacional: ainda vantajoso?
O Simples Nacional permanece como a escolha mais comum para clínicas de pequeno ou médio porte. Ele unifica a maioria dos tributos federais, estaduais e municipais em uma só guia mensal, simplificando bastante a rotina tributária. Na prática, isso significa menos risco de erros no pagamento e um cálculo mais direto dos impostos.
No entanto, existem limites de faturamento (até R$ 4,8 milhões ao ano, em 2026) que precisam ser respeitados. Outro ponto crítico é avaliar se, no seu caso, é possível aplicar o Fator R do Simples Nacional, que pode reduzir bastante a alíquota quando pelo menos 28% do faturamento é destinado ao pagamento de despesas com folha de salários.
O Simples Nacional também exige atenção porque nem todas as atividades médicas e de saúde entram na mesma tabela de tributação. Médicos, dentistas, psicólogos e clínicas de estética, por exemplo, podem ter regras específicas dentro do regime, e a análise precisa ser feita caso a caso.
Lucro presumido: quando pode ser melhor?
Se a clínica possui faturamento acima do limite do Simples Nacional ou deseja usufruir de vantagens específicas, o Lucro Presumido aparece como alternativa relevante. Ele calcula o imposto de renda e a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) sobre uma margem estimada, pré-definida pela lei, que para clínicas e serviços em geral normalmente é de 32% da receita bruta.
Nesse regime, PIS, Cofins, ISS e outros tributos são calculados separadamente. Apesar da burocracia um pouco maior, clínicas com despesas altas (folha, materiais, aluguel) e margens mais apertadas podem encontrar no Lucro Presumido uma carga tributária mais equilibrada que no Simples Nacional. É importante não decidir apenas olhando alíquotas. Sempre considero gastos, perfil de serviços e possível crescimento ao longo do ano para simular cenários.
Para quem quer se aprofundar, recomendo conhecer mais sobre planejamento tributário para entender todos os detalhes antes de escolher.
Lucro real: para clínicas grandes ou segmentos específicos
O Lucro Real costuma ser adotado por clínicas com faturamento elevado, grande variação de receitas e despesas ou por força da legislação em setores muito controlados. Aqui, o imposto é apurado a partir do lucro efetivo, após todas as receitas e despesas detalhadas. Exige controle rigoroso, com contabilidade precisa e acompanhamento contínuo.
Costumo recomendar esse regime para empresas que têm muita despesa dedutível ou margens de lucro realmente baixas, já que ele pode ser vantajoso apenas nesses casos. Para a maior parte das clínicas de pequeno e médio porte, Simples Nacional e Lucro Presumido ainda são, na minha opinião, opções mais acessíveis e econômicas.
Outro detalhe importante: algumas clínicas podem ser obrigadas a optar pelo Lucro Real se ultrapassarem determinados limites de faturamento ou realizarem atividades específicas. Avaliar essa obrigatoriedade faz parte do acompanhamento fiscal contínuo que acredito ser o grande diferencial de quem busca apoio consultivo como o da Biank Contabilidade Digital.
Fatores principais para decidir bem em 2026
Quando me reúno com donos de clínicas para tomar essa decisão, gosto de destacar fatores que não podem ser ignorados:
- Perfil da clínica: atividade exercida, porte, filiais, segmento;
- Faturamento: atual e previsto para os próximos meses;
- Despesa com folha de pagamento: indicador fundamental para Simples Nacional e Fator R;
- Margem de lucro real: conhecer o lucro líquido é indispensável;
- Carga tributária efetiva: simulações comparando diferentes regimes;
- Crescimento esperado: o cenário precisa ser pensado no longo prazo.
- Atualizações legais, com atenção para impactos da reforma tributária no setor da saúde e estética.
Jamais recomendo optar apenas olhando para o que “todo mundo faz”. Cada clínica tem particularidades.

Como fazer o diagnóstico correto
Na Biank Contabilidade Digital, procuro iniciar qualquer novo atendimento com um diagnóstico detalhado da situação fiscal e financeira. Isso pode ser feito rapidamente por quem mantém as informações organizadas. Os passos fundamentais são:
- Levantar todos os dados contábeis e fiscais (faturamento, despesas, folha de pagamento, regime atual);
- Simular o cálculo dos impostos em cada regime;
- Identificar brechas de economia legal, como tributação reduzida pelo Fator R ou pelo aproveitamento de deduções no Lucro Real;
- Planejar revisões periódicas para que a escolha continue vantajosa ao longo do tempo.
Um bom diagnóstico antecipa ajustes e evita surpresas desagradáveis com a Receita Federal.
O que muda com a reforma tributária?
Além das regras tradicionais dos regimes, 2026 chega com impactos relevantes da reforma tributária. Novas alíquotas, mudanças na base de cálculo e possíveis atualizações na lista de serviços serão decisivas.
Para entender essas mudanças e se preparar, vale acompanhar materiais especializados sobre impactos da reforma tributária nos segmentos de saúde e bem-estar.
A importância do acompanhamento e orientação estratégica
Quando penso no sucesso dos clientes que ajudo, percebo que o acompanhamento contínuo é a diferença decisiva. O mercado muda, as leis mudam e, com isso, a melhor escolha de regime tributário pode mudar também.
Por isso, reforço sempre a importância de ter orientação estratégica e apoio especializado. Mais do que acertar na abertura do CNPJ, é preciso revisar a cada virada de ano – ou de legislação – e planejar gastos, investimentos e contratações.
Quem busca redução legal da carga tributária só consegue bons resultados quando tem clareza e acompanhamento.
Conclusão: simplifique e foque no crescimento da sua clínica
A decisão pelo regime tributário certo é um dos principais passos para garantir segurança e crescimento para clínicas em 2026. Um acompanhamento consultivo e humanizado, como o que ofereço na Biank Contabilidade Digital, faz toda diferença para tirar o peso da burocracia e manter o CNPJ sempre saudável.
Se você quer tranquilidade e resultados, conheça nossas soluções em contabilidade especializada para saúde e veja como a tecnologia pode facilitar sua rotina enquanto você foca no que realmente importa.
Perguntas frequentes sobre regime tributário para clínicas
O que é regime tributário para clínicas?
Regime tributário é o conjunto de regras que define como uma clínica vai calcular e recolher seus impostos ao longo do tempo. Ele determina as alíquotas, guias de pagamento, obrigações acessórias e até mesmo a forma de tributação sobre o faturamento ou o lucro. Escolher o regime correto evita impostos indevidos, multas e problemas com o Fisco.
Como escolher o melhor regime tributário?
A escolha deve ser feita com base no faturamento, estrutura de custos, quantidade de funcionários, margem de lucro e projeções de crescimento. Recomendo sempre realizar simulações comparando Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real para descobrir o cenário mais vantajoso. Uma análise estratégica e personalizada garante economia e segurança.
Quais os regimes tributários disponíveis em 2026?
Em 2026, clínicas podem optar por Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real. O Simples Nacional é mais indicado para quem fatura até R$ 4,8 milhões anuais, já o Lucro Presumido e o Lucro Real atendem clínicas maiores ou com particularidades fiscais. Cada opção traz regras, alíquotas e formas de cálculo próprias.
Vale a pena mudar de regime tributário?
Vale sim, especialmente quando há mudança no faturamento, crescimento ou novas exigências fiscais. A troca pode resultar em economia de impostos ou melhor adequação à legislação. Porém, é necessário um diagnóstico completo antes de qualquer mudança, para evitar efeitos indesejados e aproveitar todos os benefícios legais.
Como calcular o imposto para clínicas?
O cálculo varia conforme o regime adotado. No Simples Nacional, o imposto é uma alíquota fixa sobre o faturamento mensal, enquanto no Lucro Presumido aplica-se um percentual sobre a receita bruta para estimar o lucro e só então calcular IRPJ, CSLL, PIS, Cofins e ISS separadamente. No Lucro Real, o imposto incide sobre o lucro efetivo, exigindo apuração detalhada de receitas e despesas. Ferramentas e apoio profissional são essenciais para garantir o cálculo correto.
